• Cintia Almeida

Autodomínio: ou você busca, ou vai perder muito nessa vida.

Atualizado: 19 de nov. de 2019

Mandona, possessiva, dona da razão, pouca abertura a ouvir a opinião do outro, facilmente irritadiça, impaciente, exageradamente autossuficiente, exigente ao extremo, dura com as palavras e nada misericordiosa com o erro alheio. Essa era eu. Costumo dizer que, se eu não tivesse permitido Deus lapidar meu temperamento, não precisaria do demônio para destruir o relacionamento com meu esposo: eu mesma faria isso. E não só com meu esposo, mas com a maioria das pessoas ao meu redor.


Obviamente, não tinha só características ruins. Porém, as ruins normalmente me dominavam e minhas atitudes eram conduzidas por elas. E elas, por sua vez, eram completamente suscetíveis às situações externas.

Se você se identificou com ao menos uma das minhas velhas características, sugiro que se abra à atuação formadora do Espírito Santo. Caso contrário, há grandes chances de colher os frutos amargos de ser conduzida pelos impulsos das emoções. Perder oportunidades de ser feliz, perder as graças de Deus na sua vida, de crescer humana e espiritualmente e, em última instância, não viver o sonho de Deus para a sua vida!


Sabe aquela frase: "fulano me deixou muito irritada"? Aprendi, às duras penas que EU é que permitia me deixar irritar! A frase correta é: permiti que aquela pessoa determinasse meu humor, minha atitude e até como seria meu dia.


As pessoas sempre terão atitudes que podem nos tirar do centro. Mas sou EU que escolho se isso vai ou não determinar a minha atitude. Eu sou completamente responsável pelas minhas atitudes e preciso ter domínio sobre minhas emoções.


Para isso, contei com o auxílio das pessoas próximas que me apontavam as situações que eu nem enxergava. A partir daí, fui comparando minhas atitudes com aquilo que Deus esperava de mim. Por fim, o campo de treinamento: as situações que me tiravam do centro, da zona de conforto, que fugiam do meu controle. Foi aí que comecei a crescer. A iniciar a longa caminhada rumo ao autodomínio e me aproximar daquilo que Deus quer que eu seja.


O primeiro passo é reconhecer a necessidade de ser lapidada, formada. Porque, por vezes, dei uma roupagem bonita, chamando, por exemplo, de "senso de justiça" a falta de misericórdia com o erro alheio. Dom Bosco nos ensina:


"Comigo, o máximo de exigência. Com o outro, o máximo de misericórdia".


E eu fazia exatamente o contrário: minhas atitudes duras, sempre tinham justificativas. Me justificava a partir das situações exteriores e do comportamento dos outros. Já os deslizes alheios, eram altamente julgado por mim.


O autodomínio passa pela aceitação de si mesmo, do reconhecimento das próprias debilidades e de uma profunda decisão por ser melhor a cada dia, por se deixar conduzir pelo Espírito Santo, por corresponder ao plano original de Deus e ser o que Ele sonhou que fôssemos.


Deus não sonhou com uma mulher briguenta, dona da verdade, possessiva, explosiva, irascível, mandona. Deus sonhou com uma mulher aberta à Sua formação, que reconhece suas qualidades e defeitos e que, acima de tudo pergunta todos os dias: Senhor, onde ainda preciso ser melhor? E que, livremente, pede: alcança, Senhor, o meu espírito para que eu tenha domínio sobre as minhas emoções!


Com essa consciência, você poderá tomar sua vida nas mãos e usar as emoções a seu favor, como bem coloca Frei Anselm Grün:


"As emoções colocam a pessoa serena em ação. Mas não a determinam. Ela tem o domínio sobre as paixões, de modo que elas estão a seu serviço e não o contrário ".




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