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  • Foto do escritorCintia Almeida

De repente 30… E solteira?!

Passei por isso e sei bem como é. Chegava a fazer as contas: até conhecer alguém, até noivar, até casar, até ter o 1º filho…

A inevitável cobrança da família e dos amigos, a auto-cobrança, o medo de ficar só…

Terminei um relacionamento de seis anos aos 32. Era o segundo relacionamento de exatos seis anos que não seguia para o matrimônio. Tinha a certeza que havia tomado a decisão certa ao colocar um fim naquela história. De fato, não era a vontade de Deus. Mas o saldo era mais um sonho frustrado aos 32 anos. Pensar em recomeçar chegava a dar preguiça…

Vivi um luto interior. Não pelo fim em si. Fui para a terapia e entendi que luto é o sentimento que temos após uma perda irreparável. Alguém querido ou, no meu caso, a perda de 12 anos da minha vida investidos em relacionamentos que não eram a vontade de Deus. Essa era a perda irreparável. Anos que não voltariam mais.

Tempo difícil, de deserto interior mas de muito aprendizado e auto-conhecimento, necessários para reordenar tudo em mim.

Após o luto, a retomada. Mas ainda sem saber muito bem o rumo que as coisas tomariam. Nessa fase, o acompanhamento por pessoas que oravam comigo, amigos e sacerdotes, foi fundamental.

Nessa momento, todo cuidado é pouco para não se envolver em outro relacionamento que possa ferir ainda mais a afetividade. Não digo que devamos ficar numa redoma de vidro. Não é isso. Mas é preciso ter zelo conosco, buscar acompanhamento e firmar raízes em Deus.

Toda frustração misturada ao desejo de que a situação mude logo, pode nos fazer acreditar que nunca encontraremos a pessoas que Deus reservou para nós.

Sim, porque se sua vocação é o matrimônio, Deus tem alguém para você. Isso é um fato.

Não creio num Deus inconsequente que coloca numa mulher um chamado específico e não reserva a outra pessoa para viver com ela esse chamado. Creio num Deus de amor, que quer ver você plenamente feliz, a medida em que corresponde ao seu chamado.

Partindo desse entendimento, a nossa parte é vivenciar uma espera ativa como ja escrevi num outro post e crer que o Senhor deseja, mais do que nós mesmas, a realização da vocação na nossa vida.

A outra situação que pode acontecer é nos tornarmos menos criteriosas e esquecer que Deus tem o melhor para nós. Veja: eu disse que Deus tem o melhor, não a perfeição. E o melhor, virá cheio de defeitos, mas será a medida exata para que você seja mais de Deus.

Particularmente, um critério que eu tinha e que não abria mão era que esse homem fosse de Deus. Entregue ao Espírito Santo! Que me acompanhasse na missão de evangelizar. Porque para mim, e aí estou falando exclusivamente de mim, isso era essencial. Não bastava ser um homem bom, precisava ser um homem de Deus. Isso me ajudou a dizer “não” a algumas “ofertas” que se apresentaram mas que não me trariam a felicidade preparada por Deus.

Aos 36 conheci o Marcos, hoje meu esposo. E posso afirmar com toda a certeza: vale a pena esperar!

Então, não se desespere se você já passou um pouco ou muito dos 30. Se Deus realizou na minha vida, Ele certamente realizará na sua! Confie!

“Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes.” Salmo 125, 5-6

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