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Luto não é doença

  • Foto do escritor: Cintia Almeida
    Cintia Almeida
  • há 5 horas
  • 1 min de leitura

Quando alguém que amamos morre, muitas coisas dentro de nós mudam.

O sono se altera.O apetite desaparece ou aumenta. A concentração parece simplesmente ir embora.


E então surge uma pergunta silenciosa, muitas vezes acompanhada de medo:

“Será que tem algo errado comigo?”


Muitas pessoas chegam à terapia com essa inquietação. Sentem que estão diferentes, estranhas, desorganizadas emocionalmente. Algumas até acreditam que estão adoecendo.


Mas existe algo muito importante que precisa ser dito com clareza:

O luto não é uma doença.


O luto é uma resposta humana ao amor que foi vivido.

Quando um vínculo verdadeiro é rompido pela morte, o impacto atravessa o corpo, as emoções, os pensamentos e até o modo como percebemos o mundo. Isso não é sinal de fraqueza, nem de descontrole emocional. É uma reação natural diante de uma perda significativa.


A dor do luto costuma ser proporcional ao amor que existiu. Quanto mais profundo o vínculo, maior o impacto da ausência.


É claro que existe diferença entre o luto e alguns quadros de adoecimento emocional, como a depressão. Mas sentir tristeza intensa, chorar com frequência, sentir-se perdida ou desorientada… tudo isso pode fazer parte da travessia do luto.

O luto não precisa ser curado. Ele precisa ser atravessado.


Se você perdeu alguém e tem se sentido inadequada, estranha ou incompreendida, talvez o que esteja acontecendo seja simplesmente isto: você está vivendo algo profundamente humano.


E ninguém deveria precisar atravessar isso sozinha.



 
 
 

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