• Cintia Almeida

Carência afetiva não deve ser suprida. Deve ser curada!

Nesse tempo de caminhada, pude contemplar na minha vida e na vida de muitas mulheres os efeitos destrutivos da carência afetiva ou da afetividade ferida. O quanto essas feridas determinam a maneira como nos relacionamos com Deus, com as pessoas ao nosso redor e como interferem no modo como enxergamos o mundo e  como agimos.


Desde o momento em que somos gerados, desde o ventre de nossa mãe, já absorvemos o amor que nos é dado ou a sentimos ausência dele. E é a partir das experiências vividas em cada fase da vida, que nossa afetividade vai sendo construída. Alguns, com mais amor e outros com menos. O fato é que ninguém sai completamente ileso. Maiores ou menores, todas temos feridas na afetividade. Mesmo quem, aparentemente, nasceu num núcleo familiar amoroso. Até porque, o excesso de cuidado também pode gerar desequilíbrio. Enfim, somos uma consequência das experiências boas e ruins.


Para vivermos de maneira sadia nossos relacionamentos, sejam familiares, de amizade ou como casal, é preciso identificar e deixar Deus curar cada uma dessas feridas.


Quantas meninas mantém um relacionamento de dependência com o namorado, ao ponto de se submeter a situações que até ferem seus valores pessoais? Quantas se anulam em troca de migalhas de amor? Quantas não sabem esperar o homem que Deus tem para elas, porque têm uma necessidade enorme de ter alguém ao lado? Quantas têm ciúmes das amizades e são totalmente controladoras? Quantas têm baixa autoestima? Quantas buscam chamar atenção usando roupas que expõem exageradamente seus corpos? Inúmeras. Essas e tantas outras atitudes indicam necessidade de cura interior.


Todas essas mulheres buscam uma só coisa: suprir os vazios da alma gerados pelas ausências de amor ao longo da vida. E, nessa busca, ferem-se ainda mais. Por um simples motivo: carência afetiva não deve ser suprida, deve ser curada.


É preciso olhar para nossa história e permitir que Deus visite conosco todos os momentos em que nos faltou amor. Porque Ele, sendo a fonte de todo amor, o próprio Amor, certamente nos amou nesses momentos. É preciso permitir que Deus alcance e cure as marcas deixadas e perceber que Ele esteve sempre conosco.


Não temos como mudar nossa história. Mas podemos dar novo significado ao que vivemos e ser protagonista daquilo que virá pela frente. Deixar a posição de vítima e tomar a vida nas mãos, na certeza de que podemos resgatar os planos de Deus e vivê-los a partir do momento presente!


Ouso dizer que, sem vivenciar os processos de cura, corremos o risco de perder a vida presas às consequências dos fatos passados. É a partir do auto-conhecimento e da cura interior que vamos nos reconfigurando para sermos mulheres segundo o coração de Deus!




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