• Cintia Almeida

Heitor, até breve

Acordamos cedo para resolver os trâmites burocráticos. Marcos acompanhou a funerária durante a retirada do corpinho do Heitor. Eu não quis... Disse que era tão pequeno em relação ao caixaozinho que o funcionário da funerária teve trabalho para bem acomodá-lo.


O velório começou pelas 13h. Muitos amigos estiveram lá e agradeço a todos, mesmo os que não puderam ir mas que se uniram a nós em oração.


Padre Silvano celebrou a missa de corpo presente. Linda missa. Falei da alegria e da honra de ser mãe de alguém que nasceu pronto para o céu.


O Marcos disse da importância de olhar nos olhos de quem amamos. Porque foi o que mais fizemos nos dias que ele esteve conosco.


Cantamos a música que considero "ser dele" - que me desculpe a comunidade que a compôs.


MARANATHA

Colo de Deus

Onde estás também quero estar Ao Teu lado quero ficar meu Deus Eu descobri qual é o meu lugar

Eu espero o grande dia Onde não haverão mais dias Quando o eterno me alcançará

Prefiro o vale Contigo Do que até as mais altas montanhas Pois eu sei que a visão lá de cima Já não se compara a Tua beleza

Tenho saudades de Ti Saudades do meu lugar, eu sei Que eu não fui feito pra este mundo Tenho esperado há muito tempo te encontrar Vem me buscar meu Pai Ansioso eu espero o dia Da Tua vinda gloriosa, eu sei que Tu virá

Maranatha, Maranatha Ora vem, ora vem Senhor Jesus!


A tarde ia avançando e o a luz do sol entrou na sala de velório e iluminou a mesa onde o caixaozinho branco estava.


Marcos comentou que tinha pensado, na ida para o cemitério, que o Heitor veio a esse mundo e voltaria sem que o calor e a luz do sol o tocassem. Mas até esse detalhe Deus ouviu.


Chegou hora do sepultamento. Hora difícil, apesar de saber que o Heitor já não estava mais ali, que era só o corpinho dele, que ele já estava contemplando a face de Deus.


Confesso que minha vontade era pegá-lo no colo e trazê-lo pra casa...

Seguimos para o local reservado para ele, seguindo o carro que o levava, nós e uma fila de carros.


Chegamos e lá nos esperavam outros tantos amigos. Cantamos mais uma vez Maranatha e, enquanto os funcionários desciam o caixaozinho para o túmulo, jogávamos pétalas de rosas.


De repente, o tempo mudou completamente. O sol foi embora e o vento gelado que começou a soprar nos fez acelerar os cumprimentos para ir embora. Acredito que foi um sinal: o céu também chorou conosco.


Assim nos despedimos do nosso filho. Muita dor. Mas Deus sempre nos dando a Graça necessária para suportá-la. Um dia a gente vai se encontrar. E eu vou poder dizer de braços abertos: vem, Heitor, corre pros braços da mamã!





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